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SINTOMAS MOTORES NA DOENÇA DE PARKINSON

A Doença de Parkinson (DP), é a segunda doença neurodegenerativa progressiva crônica mais comum no mundo. No Brasil, a Doença de Parkinson apresenta uma prevalência de 3,3% da população. Segundo estudos, a DP  acomete diferentes regiões do sistema nervoso, acarretando comprometimentos motores, cognitivos, urinários, fecais, dentre outros.

Mesmo tendo uma vasta apresentação clínica, os sintomas motores são os mais aparentes e provocam grandes comprometimentos funcionais. Os problemas motores mais frequentes na DP são o tremor, a rigidez muscular, a lentificação dos movimentos (bradicinesia) e alterações do equilíbrio (instabilidade postural). Estes sintomas, geralmente aparecem 10 anos após o início dos sintomas não motores, como a insônia e obstipação intestinal.

Os sintomas motores da Doença de Parkinson pioram progressivamente à medida que a doença avança, devido à perda contínua de dopamina no cérebro e em outras regiões do sistema nervoso. No início, a doença tem um caráter assimétrico, ou seja, aparecem primeiro em um lado do corpo. Com o passar do tempo, acometem os dois lados, mas na maioria dos casos, o comprometimento maior continua sendo no lado de início dos sintomas.

Diversos testes e escalas são utilizados para avaliar estes comprometimentos no paciente parkinsoniano, desde aspectos funcionais até queixas de dor. As medidas de avaliação mais comuns são a Escala de Hoehn & Yahr Modificada, que classifica a doença em estágios de incapacidade e a Escala Unificada de Avaliação da Doença de Parkinson (MDS-UPDRS), que quantifica as principais alterações motoras, como a rigidez, o tremor e a bradicinesia. Outras escalas específicas também são bastante utilizadas como o Teste de Alcance Funcional, Apoio Unipodal, Teste do Levante e Ande, para avaliação de equilíbrio estático, dinâmico e definição do risco de quedas; testes para locomoção, como a Escala de Congelamento da Marcha, dentre outros.

O tratamento dos sintomas motores DP compreende tanto a terapia medicamentosa oral com Levodopa, Rasagilina, Rivastigmina, quanto procedimentos do tipo Estimulação Cerebral Profunda e outras cirurgias. Exercícios físicos, dança, Thay Chi e Fisioterapia direcionada são indicados e contribuem para a melhora dos sintomas, segundo estudos.

Uma avaliação completa e detalhada para traçar o plano de tratamento é fundamental para ganhos de funcionalidade e qualidade de vida. Procure sempre um profissional habilitado e experiente para seu cuidado.

 

 

Autor

Dr Diogo Suriani Ribeiro

Fisioterapeuta especialista em Fisioterapia Neurofuncional, Mestre em Ciências da Reabilitação.

 

 

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Referências

Xia R1, Mao ZH. Progression of motor symptoms in Parkinson’s disease. Neurosci Bull. 2012 Feb;28(1):39-48.

Poewe W. Clinical measures of progression in Parkinson’s disease. Mov Disord. 2009;24 Suppl 2:S671-6.

Barbosa MT, Caramelli P, Maia DP, Cunningham MC, Guerra HL, Lima-Costa MF, et al. Parkinsonism and Parkinson’s disease in the elderly: a community- based survey in Brazil (the Bambui study). Mov Disord. 2006;21(6):800-8

Sinais precoces da doença de Parkinson

Você sabia? O primeiro sinal da doença de Parkinson não é o tremor

 

A doença de Parkinson (DP) é a segunda doença neurodegenerativa mais comum em todo o mundo. No Brasil, à medida que aumenta a taxa de pessoas idosas em relação à outras faixas etárias, a incidência de doenças relacionadas à idade, como a doença de Parkinson também aumenta.

Atualmente o diagnóstico da doença de Parkinson é essencialmente clínico e baseado em sinais e sintomas predominantemente motores como a rigidez muscular, bradicinesia (lentificação dos movimentos), tremor, instabilidade postural (déficit de equilíbrio), congelamento da marcha, comprometimento da fala e, em fases mais avançadas, problemas de deglutição, alterações dos reflexos posturais, movimentos involuntários (discinesias), dentre outros.

No entanto, os pacientes de DP também podem apresentar uma grande variedade de sintomas não motores, alguns dos quais podem aparecer anos antes dos sintomas motores.

Um estudo realizado na Inglaterra e publicado em 2015 pela Lancet Neurology, mostrou que os sintomas não motores, como hiposmia (diminuição do sentido do olfato), constipação, distúrbio da fase REM do sono (fase do sono profundo), sonolência diurna excessiva, ansiedade e depressão podem ocorrer antes do aparecimento de disfunção motora em pacientes com DP.

Estes sintomas encontram-se em uma fase pré-clínica e, ocorre de 5 a 20 anos antes do aparecimento dos primeiros sintomas motores, quando geralmente o paciente identifica o problema e procura ajuda médica do neurologista. Estima-se que, do momento do início dos sintomas da fase pré-clínica até o diagnóstico da doença de Parkinson, o paciente já tenha perdido mais de 50% dos neurônios do Sistema Nervoso Central e Periférico.

Embora estes sintomas relatados sejam comumente encontrados na população idosa em geral, na pesquisa, foram mais prevalentes no grupo parkinsoniano quando comparada ao grupo de idosos sem Parkinson.

O aprofundamento nos estudos e análise crítica destes sintomas associados a outros fatores podem ajudar no diagnóstico precoce da doença e sugerir em um futuro próximo medidas neuroprotetoras, como por exemplo algum medicamento, terapia, ou mudanças no estilo de vida, que possam retardar o início da doença ou minimizar seu impacto.

 

Referências:
– Schrag, Anette, et al. “Prediagnostic presentations of Parkinson’s disease in primary care: a case-control study.” The Lancet Neurology 14.1 (2015): 57-64.
– Lorraine V Kalia, Anthony E Lang, Parkinson’s disease. The Lancet. Volume 386, No. 9996, p896–912, 29 August 2015

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A importância da prática de atividade física para os idosos

por Dr. Diogo Suriani Ribeiro

 

A população brasileira está envelhecendo rápido. Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil possui a quinta maior população idosa do mundo, com cerca de 28 milhões de pessoas com 60 anos ou mais.

Diante destes dados expressivos, a preocupação nacional com a saúde dos idosos torna-se evidente, pois um dos componentes da saúde é a função física. A inatividade acarreta diversos problemas de ordem motora e psicológica, mas a boa notícia é que 1 em cada 4 idosos, pratica alguma atividade física, seja caminhada, andar de bicicleta, Pilates, musculação, atividades ao ar livre, dentre outras.

Uma vida ativa, com prática de exercícios pelo menos 3 vezes por semana está relacionada a diminuição do risco de doenças coronarianas, como por exemplo os infartos, doenças vasculares (varizes) e cerebrovasculares como o Acidente Vascular Cerebral (AVC, comumente chamado de derrame), diminuição das taxas de glicemia, além de benefícios cognitivos como melhora do humor, raciocínio e memória.

Além disso, quando a atividade é realizada em grupo, promove uma maior integração e melhora das relações sociais, tão importantes na população idosa.

Que tal começar praticar alguma atividade física? Procure seu médico de confiança para fazer um check-up e comece a se movimentar hoje mesmo!

 

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