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Cervicalgia: Tratamento relaciona a Fisioterapia Manual e exercícios isométricos.

Um dos  sintomas mais comuns na prática clínica e que muitas vezes limita o paciente a realização de tarefas e movimentos simples, como por exemplo olhar para trás quando chamado, também causa dor local e em alguns casos até a dor radicular, como formigamento e alteração de sensibilidade nos ombros, braços e dedos, locais distantes da origem da dor.

A cervicalgia ou popularmente conhecida como dor no pescoço é um problema musculoesquelético, que afeta diariamente milhares de pessoas em todo o mundo. Estatitiscamente dois terços da população mundial vão ter dor no pescoço em algum momento da vida. Atualmente acomete 330 milhões de pessoas, sendo mais comum em mulheres do que em homens, porém menos comum que dor lombar.

As principais causas da cervicalgia são: Músculos fracos no pescoço ou mesmo nas costas, hiperatividade muscular, pinçamento de nervo, má postura e problemas articulares.
O diagnóstico geralmente é clínico feito pelo exame físico do paciente, com auxílio de raixo-x. Sendo assim, a fisioterapia desempenha papel importante dentro do processo de reabilitação. Uma das alternativas de tratamento é o Conceito Mulligan que visa através de uma mobilização articular sustentada (Sustained Natural Apophyseal Glides (SNAGs), reposicionar a articulação melhorando a dor e limitação de movimento.
Em recente estudo publicado em julho pelo Pak J Med Sci 2014, relaciona o uso do SNAGs e exercícios isométricos, foram avaliados no estudo 102 pacientes dentro do programa de reabilitação do Khyber Teaching Hospital (KYH), divididos em dois grupos, no qual grupo A, realizava o SNAGs mais exercícios isométricos e grupo B que só realizava terapia manual SNAGs. Ambos os grupos obtiveram tanto diminuição da dor como melhora da função, tendo o grupo A resultado superior, sendo que conciliou o tratamento manual com exercício.

No entanto, a dor cervical incomoda, mas tem solução! Procure se informar com seu fisioterapeuta, conheça e entenda a fisioterapia manual e viva sem dor.

Referência: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4121716/