Wendell Lira o gol mais bonito do ano

Nesta segunda-feira dia (11), o mundo conheceu quem mais se destacou e teve o mérito de honra de ser classificado entre, o melhor jogador(a) do ano, o melhor técnico do time masculino e feminino, o gol do ano e a seleção do ano. A premiação aconteceu a partir das 13h30 no Prêmio Bola de Ouro da Fifa, na cidade de Zurique (Suiça).

O Prêmio Puskas de gol mais bonito do ano, foi para o atacante Wendell Lira, de 26 anos. Esse dia sem dúvida ficará marcado na memória do jogador, um dia inesquecível para ele e todos que marcaram presença nesta cerimônia. Wendell Lira passou por momentos inesperados em sua carreira, onde parecia muito longe a conquista de seu sonho de se tornar um jogador de futebol de sucesso. A indicação ao Puskas veio no pior momento de sua carreira que cogitava a possibilidade de interromper sua carreira profissional, que começou nas categorias de base do Goiás e na seleção sub 17 do Brasil.

O Prêmio Puskas foi criado como forma de homenagear o húngaro Ferenc Puskas e vem  premiando, desde 2009 os jogadores bola da vez, a fim de premiar o jogador(a), que marcou o gol mais bonito do ano. Segundo Joseph Blatter criador do prêmio, ressaltou que : É importante preservar a memória dos grandes nomes do futebol que deixaram sua marca na nossa história. Daí surgiu a importância do prêmio, de homenagear grandes nomes do futebol, que durante muitos anos vem vestindo a camisa e dando o seu melhor dentro dos campos de futebol.

No entanto, a Equipe Moving teve o privilégio de estar presente neste ano com o jogador Wendell Lira, o Dr. Thiago Vilela Lemos, um de nosso realizou uma Avaliação Isocinética,  onde são avaliados os possíveis desequilíbrios e déficits musculares que levam ao desgaste prematuro das articulações, fornecendo-nos dados de força, potencia e resistência muscular proporcionando orientação e direcionamento na reabilitação e/ou treinamento muscular. Possibilitando ao atleta mais desempenho durante a atividade esportiva. É com imensa satisfação, que toda equipe Moving deseja os parabéns e sucesso ao jogador.

Atualização em Avaliação Musculoesquelética Baseado em Evidência

Uma boa avaliação é indispensável para o sucesso do tratamento fisioterapêutico. A mais importante das ferramentas é realização de uma avaliação com eficiência para compreender através dos dados levantados uma interpretação capaz de fornecer ao fisioterapeuta uma acurácia diagnóstica e um tratamento baseado em evidência científica.

A Moving sabendo de tal importância, realizou esta semana o primeiro curso de padronização e capacitação em Avaliação Musculoesquelético Baseado em Evidencia, ministrado pelo Dr. Adriano Pezolato, com o que há de mais atual em avaliação do sistema osteomuscular.

Todos da equipe Moving são treinados para ter uma forte compreensão da cinética/cinemática e anatomia humana, nossos serviços incluem desde a prevenção até o tratamento de lesões esportivas, trauma neurológico, ou pós-operatório.

O fisioterapeuta somente após a avaliação inicial, elabora o plano de tratamento. Nossas avaliações utilizam o que é preconizado pelas evidências científicas e, o follow up contínuo dos nossos profissionais é essencial para monitorar o progresso e determinar futuras etapas de um plano de tratamento personalizado. Todas estas medidas ajudam a garantir a melhoria contínua e evitar lesões recorrentes.

Corrida

Como aumentar de forma segura sua quilometragem?

Quer iniciar um programa de corrida? Você já é um corredor e quer aumentar sua quilometragem? Está se recuperando de uma lesão e quer tentar voltar a correr? Se você está trabalhando para realizar todas essas metas, você provavelmente já se perguntou como aumentar sua quilometragem com segurança a ponto de não se lesionar.
Lesões relacionadas a corridas são muito comuns, e os erros de treinamento são a principal causa de lesões evitáveis. A maioria das lesões de treinamento são o resultado de “muito, muito em pouco tempo e muito rápido” em relação à corrida.

Embora evitar lesões de corrida seja complicado e os pesquisadores ainda tenham muito a descobrir, uma regra familiar para muitos corredores é a regra dos 10%, o que indica que você não deve aumentar em execução quilometragem mais de 10% a cada semana. Um estudo publicado na edição de outubro 2014 da JOSPT (Journal of Orthopaedic & Sports Physical Therapy) coloca a regra dos 10% em teste.

Neste artigo citado acima, os pesquisadores acompanharam 873 novos corredores num período de um ano, durante este período, 202 corredores tiveram alguma lesão relacionada à corrida. Os pesquisadores compararam as lesões dos corredores com base no aumento semanal da distância percorrida no treinamento, sendo divididos em menos do que 10%, 10% a 30% e mais de 30% nas 2 semanas anteriores à lesão. Corredores que aumentaram a sua quilometragem por mais de 30% tinham uma taxa de lesões mais elevada do que aqueles que aumentaram sua quilometragem por menos de 10%. Os corredores que corriam mais rápido apresentavam maior índice de dor femoropatelar (muitas vezes chamada de “condromalácea”), síndrome da banda iliotibial (“síndrome do maratonista”), síndrome do estresse tibial medial (“Canelites”), tendinopatia patelar (joelho do saltador), bursite trocantérica, e sobrecarga dos músculos glúteo médio e tensor da fáscia lata. No entanto, outros tipos de lesões que não estavam relacionadas com a regra dos 10%, tal como fasciite plantar, tendinopatia calcânea (“de Aquiles”), lesão tríceps sural (“panturrilha”), lesões dos isquiotibiais (posteriores de coxa) e fraturas por estresse na tíbia. Os autores sugerem que estas lesões podem ser relacionados com a erros de treinamento.

Um aumento repentino na distância semanal corrida por mais de 30% da quilometragem ao longo de um período de 2 semanas pode colocar corredores em risco aumentado para o aparecimento de lesões relacionadas com o treinamento.

As menores taxas de lesões foram encontradas em novos corredores que elevaram a quilometragem semanal por menos do que 10% ao longo de 2 semanas. No entanto, outras lesões de corrida podem ser relacionadas ao ritmo da corrida, aumento da velocidade da corrida, treinamento inadequado, erros de treinamento ou principalmente desequilíbrios musculares preexistentes que aumentam ainda mais o risco de lesão.

Se você está começando a correr o fisioterapeuta pode ajudar identificar desequilíbrios musculares ou alterações biomecânicas (execução dos movimentos) e propor junto ao treinador, exercícios específicos ou mesmo um programa de tratamento para atender às suas necessidades.

Para obter mais informações sobre a identificação dos desequilíbrios e alterações de movimento, além da execução de um programa personalizado de prevenção e tratamento, entre em contato seu fisioterapeuta.

Referencia: JOSPT (Journal of Orthopaedic & Sports Physical Therapy)

Eficácia do Programa de Prevenção de Lesões FIFA 11+ no Futebol

Em uma época de Copa do Mundo, ainda mais em nosso país, o futebol encontra-se em total evidência. Esse esporte, como todos os outros, está sujeito ao surgimento de lesões. No futebol, uma lesão pode ocorrer com ou sem contato com outro jogador. E onde o fisioterapeuta pode atuar nesse contexto? Somente reabilitando as lesões de forma mais rápida e segura possível? Não, cada vez mais a prevenção de lesões no futebol torna-se importante, e o fisioterapeuta, juntamente com uma equipe multidisciplinar, está inserido nesse processo preventivo. Desta forma, a FIFA e o seu centro de investigação e avaliação médica, o F-MARC, através de renomados pesquisadores como Jiri Dvorak, Mario Bizzini e Astrid Junge, desenvolveram o programa de prevenção de lesões FIFA 11+, que consiste em exercícios com
estabilização central, equilíbrio e controle neuromuscular, treinamento excêntrico, pliometria e agilidade. Há estudos de investigação clínica de envergadura que indicam claramente que a execução conseqüente do FIFA 11+ pode levar à uma redução de 30 a 50% das lesões.
Um estudo recente (2014) avaliou a eficácia do programa FIFA 11+ na prevenção de lesões durante uma temporada de uma liga inglesa de futebol. Os resultados mostraram uma redução significativa da incidência de lesões entre o grupo que foi submetido ao programa e o grupo controle que fora submetido à um aquecimento tradicional, com uma diferença de 41 a 48% ao final de uma temporada. Vários clubes de futebol do Brasil utilizam esse programa em seus treinamentos, desde categorias as base aos times profissionais.

Referências: Owoeye, O.B. ET AL, Efficacy of the FIFA 11+ Warm-Up Programme in Male Youth Football: A Cluster randomized Controlled Trial. Journal of Sports Science and Medicine, May 2014.

Fonte: www.f-marc.com , FIFA 11+ Manual.

A Copa do Mundo e a grande sobrecarga emocional geram alto risco ao sistema cardiovascular

As doenças cardiovasculares continuam sendo a primeira causa de morte no Brasil, responsável por quase 32% de todos os óbitos. Embora muitos fatores de risco para o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) já estejam bem estabelecidos, ainda são discutíveis os fatores desencadeantes, bem como: um estímulo externo, estado emocional ou atividade que produz mudanças fisiopatológicas, levando a um evento vascular. Tendo um maior destaque, a exposição a situações estressantes, tem sido investigada. Dentre os eventos explorados como possíveis gatilhos de estresse emocional, as partidas desportivas são foco de estudo interessante, pela ampla repercussão populacional, além de serem controversos na literatura e não haver dados efetivos para a população brasileira. Em estudo recente de Borges et. al. (2013), este é um estudo descritivo-observacional, cujos dados foram oriundos dos Sistemas de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS).  As unidades de análise foram às hospitalizações e os óbitos hospitalares, agregados no segundo ano de ocorrência do evento, do período de 10 de maio a 31 de agosto dos anos de 1998 a 2010, com o intuito de abranger, aproximadamente, um mês antes e um após o período da realização das copas do mundo de futebol, realizadas a cada quatro anos, entre junho e julho.

Um fato que vem se concretizando durante o campeonato Mundial de Futebol, a Copa do Mundo está mexendo de verdade com o coração dos brasileiros. Pelo menos, é o que tem constatado a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Em parceria com o Instituto Dante Pazzanese (IDP), a entidade vem realizando o monitoramento de 6.000 torcedores com problemas cardíacos por meio de 9 hospitais. A idéia é observar como eles se comportam antes, durante e depois das partidas do Brasil no torneio.

Em suma, jogos de Copa do Mundo de Futebol podem atuar como gatilhos para desencadear IAM a brasileiros. Estudos prospectivos adicionais são necessários, para considerar o risco ao que a população pode estar exposta nos jogos sediados neste ano de 2014 deve ser implantado medidas de suporte básico de vida.

Fonte: http://www.scielo.br/pdf/abc/v100n6/aop_5334.pdf

Fisioterapeuta do Esporte é Homenageado na Copa do Mundo

O Fisioterapeuta Walter Ferreira foi homenageado pelo atacante Luiz Suárez após o primeiro na vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra, nesta quinta (19).

O Fisioterapeuta além de homenageado, falou sobre sua condição de saúde que não é muito boa,  e revelou que só está no Brasil a pedido de Suárez, com quem tem amizade desde que o jogador atuava pelo Nacional do Uruguai, no início de sua carreira.

“Agradeço à comissão técnica pela confiança que tiveram ao mandar Luiz para trabalhar comigo sem um projeto. Eu não podia ir ao centro de treinamentos e o Luiz foi até minha casa para trabalharmos. Valorizo muito isso. A energia que todos puseram, ele, sua família, Minha família… Agradeço de coração e também aos médicos que estão me tratando”, disse Ferreira.

Para todo profissional, principalmente para o fisioterapeuta do esporte, essa homenagem é o maior reconhecimento e vitória pessoal atingido. Parabéns ao belo trabalho e ao reconhecimento merecido Dr. Walter Ferreira.

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Cirurgia de fixação lombar ou tratamento conservador para lombalgia crônica?

Uma pesquisa muito bem conduzida que será publicada em março de 2014 na revista International Journal of Rehabilitation Research comparou o tratamento cirúrgico de fixação lombar (artrodese lombar) com o tratamento conservador na lombalgia crônica (dor lombar crônica).
Nesta Meta-análise foram incluídos casos de 666 pacientes onde foram analisados os efeitos da cirurgia de fixação lombar e do tratamento conservador na redução da incapacidade em pacientes com lombalgia crônica decorrente de problemas degenerativos da coluna vertebral.
Os resultados obtidos mostraram redução dos índices de incapacidade em ambos os tratamentos (cirúrgico e conservador), sendo diferença entre os grupos estatisticamente e clinicamente insignificantes.
Portanto foi demonstrado uma forte evidência de que a cirurgia de fixação lombar não é mais eficaz do que o tratamento conservador na redução da incapacidade em pacientes com dor lombar crônica decorrente de problemas degenerativos da coluna vertebral.
Fonte:
International Journal of Rehabilitation Research:
Link para o resumo: http://journals.lww.com/intjrehabilres/Abstract/2014/03000/Lumbar_fusion_compared_with_conservative_treatment.2.aspx

 

http://www.sciencedaily.com/releases/2013/11/131105081352.htm

Dois cirurgiões de joelho na University Hospitals Leuven descobriram um ligamento previamente desconhecido no joelho humano. Este ligamento parece desempenhar um papel importante em doentes com lesão do ligamento cruzado anterior (LCA).

Leia a notícia na íntegra no site Science Daily:

http://www.sciencedaily.com/releases/2013/11/131105081352.htm

Incompatibilidade entre RM da coluna vertebral e sintomas do ciático

A ressonância magnética (RM) da coluna vertebral não é um bom exame diagnóstico para pessoas com dor ciática que persista ou recorra após tratamento.

Os resultados do exame tiveram pouca relação com os sintomas em um estudo dos Países Baixos, e um editorial associado orienta que os médicos evitem as imagens nessa situação (pág. 1056). Exames da coluna vertebral já são usados em excesso e notórios por encontrar anormalidades de relevância dúbia que desencadeiam uma cascata de outros exames e tratamentos.

O último estudo comparou os resultados do exame aos sintomas em 283 participantes de ensaios clínicos um ano após cirurgia ou tratamento conservador para dor ciática e hérnia de disco lombar (ambos os tratamentos tiveram equivalente bom desempenho). Um terço dos participantes (14/43) com sintomas persistentes ou recorrentes apresentaram disco herniado no exame de seguimento, embora o mesmo tenha ocorrido com um terço daqueles sem sintomas (79/224). Além disso, 85% dos pacientes com hérnia de disco não apresentavam sintomas depois de um ano (79/93), assim como 83% daqueles sem hérnia de disco (145/174).

Testes tradicionais de precisão diagnóstica confirmaram que as ressonâncias da coluna vertebral não distinguem entre pacientes com e sem sintomas um ano depois do tratamento (área sob a curva ROC 0,48, IC 95%, 0,39 a 0,58). Os exames identificaram significativamente mais discos herniados e compressões de raízes nervosas um ano após o tratamento conservador do que um ano após a cirurgia, mas nenhuma das anormalidades foi associada a desfecho ruim.
N Engl J Med 2013;368:999-1007

Cirurgia ou fisioterapia para lesões meniscais?

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Rupturas meniscais são comuns em idosos com osteoartrite leve de joelho, e a maior parte delas é manejada cirurgicamente. Um curso inicial de fisioterapia pode ser tão bom quanto a cirurgia, conforme um ensaio clínico dos Estados Unidos.

A maioria das pessoas designadas para fisioterapia evitou a cirurgia completamente. Os participantes foram submetidos a meniscectomia parcial artroscópica (n=161) ou fisioterapia inicial (n=169) com opção de cirurgia mais tarde. Os dois grupos apresentaram melhorias comparáveis na função aos 6 e 12 meses (melhoria de 20,9 versus 18,5 pontos no escore WOMAC em 6 meses; diferença média 2,4 pontos, IC 95%, -1,8 a 6,5). Pouco mais de um terço do grupo da fisioterapia eventualmente precisou de cirurgia, geralmente aos 6 meses (51/169; 30%). Adultos submetidos a cirurgia mais cedo e mais tarde apresentaram escores similares de sintomas um ano após a randomização. O novo ensaio clínico vem somar-se às crescentes evidências de que a fisioterapia é uma primeira opção razoável para idosos com ruptura meniscal e osteoartrite leve, afirma um editorial associado (doi:10.1056/NEJMe1302696). Não se sabe ao certo se uma das duas estratégias funciona melhor do que nada (ou placebo); porém, enquanto se aguarda por resultados, os pacientes provavelmente devem ser avisados de que a cirurgia imediata pode não ser de seu melhor interesse. Tromboses venosas e infecções são riscos reconhecidos.
N Engl J Med 2013; doi:10.1056/NEJMoa1301408