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Moving | Mulheres praticantes de Jump e a abordagem psicoterapêutica na Incontinência Urinária
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Mulheres praticantes de Jump e a abordagem psicoterapêutica na Incontinência Urinária

A sociedade internacional de continência (ICS) define a incontinência urinária
(IU) enquanto sintoma, como queixa de qualquer perda involuntária de urina. O
jump tem vários benefícios como promover a queima calórica, fortalecer o abdome
e membros inferiores. Essa modalidade é bastante procurada devido ao caráter lúdico
que proporciona alta queima calórica e resultam em prazer e motivação.

Estudos recentes afirmam que a prática de atividades físicas de alto impacto e
esforço, pode comportar-se como um fator de risco para a Incontinência Urinaria. Isso
em geral acontece por um desequilíbrio muscular, em que falta força nos músculos
responsáveis pela continência urinária e pela manutenção da posição da bexiga e do
útero.
A (IU) classifica-se em vários tipos, sendo que os tipos mais comuns de
aparecer são a de esforço e de urgência. A primeira pode ser desencadeada por uma
atividade física ou um esforço como saltar, tossir, rir, levantar pesos entre outros. A segunda ocorre por um desejo de urinar sem controle. É mais frequente no sexo feminino, fato que se deve às diferenças anatômicas, as consequências dos partos e da menopausa.

A eliminação da urina é controlada pelo sistema nervoso autônomo, mas pode ser comprometida em varias situações como: Comprometimento da musculatura do assoalho pélvico; Gravidez e parto; Tumores malignos e benignos; Doenças que comprimem a bexiga; Obesidade; Tosse crônica dos fumantes; Quadros pulmonares obstrutivos que geram pressão
abdominal; Bexigas hiperativas que contraem independentemente da vontade do portador.

Para as mulheres que já possuem alguma queixa urinária, mesmo que mínimas perdas ao tossir ou ao espirrar, o ideal é buscar a manutenção ou a perda de peso com atividades com menor impacto como caminhada ou modalidades realizadas dentro da piscina em que a ação da gravidade é neutralizada. O tratamento da IU pode ser clínico ou cirúrgico, nos últimos anos, o tratamento clínico vem ganhando maior projeção pelos bons resultados, baixo índice de efeitos colaterais e diminuição de custos.
A fisioterapia é apontada como procedimento de primeira escolha no tratamento, onde as sessões associam o treinamento muscular com o uso de equipamentos específicos de eletroestimulação e biofeedback. Tem duração de 50
min, e normalmente numa frequência de 2x/semanais. Assim como numa academia, o resultado do treinamento muscular perineal é satisfatório e animador.Os ginecologistas afirmam que estes métodos podem ser utilizados de forma
preventiva ou curativa.

Preventivamente, são indicadas nos casos assintomáticos, mas de alto risco, como nas pacientes grávidas e que desejam partos normais, ou mulheres esportistas que praticam atividades com impacto e também quando há patologia
pulmonar crônica (tosse), constipação crônica e em pacientes que realizam trabalhos pesados ou na menopausa. Para mulheres que ainda não apresentam incontinência urinária, mas que já têm algum grau de fraqueza do assoalho pélvico, como, por exemplo, sensação de peso ou bexiga caída (casos discretos), também é indicada os tratamentos preventivos.

Muitas pessoas se afastam de suas atividades físicas quando notam a perda de urina, seja pelo constrangimento ou até pela diminuição do desempenho desta prática.
Procure o seu médico (Ginecologista) para que o diagnóstico correto seja feito e o mesmo o encaminhe para a Fisioterapia. A prevenção é a melhor solução para combater a Incontinência Urinária.

 

REFERÊNCIAS
A prevalência de incontinência urinária em mulheres praticantes de jump. Fisioter. Mov., Curitiba, v. 25, n. 1, p. 55-65, jan./mar. 2012.

Electrical stimulation of the pelvic floor versus vaginal cone therapy for the treatment of stress urinary incontinence. Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.31 no. 9. Rio de Janeiro, 2009.

Biofeedback and the electromyography activity of pelvic floor muscles in pregnant women. Brazilian Journal of Physical Therapy, 2011.

American Journal of Obstetrics & Gynecology,2010.

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